Abelhas que sugam o Brasil

Abelhas que sugam o Brasil




     A ciência já provou e tem se consumado sumariamente em sucessivos estudos, no que tange a nossa trajetória terrena, que somos sim dotados de uma inteligência fenomenal, rica e fantástica em ideias criativas e baluartes proposituras, incomum às demais espécies animais.
     Não só alguns célebres figurões como em tempos remotos se imaginava, mas em geral, assim todos nós em sã consciência temos uma gama infinita de recursos curiosos pensamentos e ações estratégicas a serem disseminados no dia a dia, de nossa memorável, porém curta existência. Não por acaso, mas talvez por excesso de zelo ou muita audácia e capricho, nos autocognominamos de “homens sapiens”, já que até hoje não temos a real certeza de outras criaturas de igual sabedoria nas supostas tantas outras galáxias do Onipotente Criador.
Diante desta visão otimista extraordinária é que certamente superamos todos os obstáculos que nos encontramos por vezes emparedados nesta moderna vida, pós existência ao patriarca e destemido varão, Noé. Sem querermos ir mais longe, só o fato majestoso de produzirmos com abundância alimentos comestíveis, vestimentas e luxo aos insaciáveis aproximados (7 bilhões) de indivíduos vivos da coletividade humana universal e mais outras tantas farturas servidas aos domesticados animais, no cotidiano, por si só já justificam a destreza do habilidoso ser racional. Queremos crer que em desmasia já provamos para o Altíssimo com o poder de sua misericórdia, que somos deveras capazes de evoluções e sabedorias enormes, no tocante ao campo material. Muito mais na execução de obras faraônicas, a partir da torre de Babel, templos mirabolantes, de monumentos históricos e edificações de metrópoles, algumas transformadas em megalópoles, coisas tão grandes que assustam a própria cultura e capacidade produtiva. (por tudo isso, somos incitados a louvarmos e bendizermos ao generoso Pai).
A bem da verdade, nos predispomos nas últimas eras com o advento da informatização, muito mais às coisas grandes e à ganâncias exageradas e deixamos de lado em fragoroso esquecimento pequenas e saudáveis iniciativas. Se não lúgubre pelo menos tétrico, infelizmente, sem de tal forma querer nossos contemporâneos lembrar a crença popular de que nos pequenos vidretes de fragrâncias, podem também acumular belas e perfumadas essências, como assim versam os poetas. Pecamos sobremaneira a partir dos nossos sonhos, poucos são os que encaram de frente as dificuldades que lhes são impostas, mesmo as geradas, entre a teoria e a prática, ou ainda: no intervalo do discurso ao da realização efetiva, das ações idealizadas. Muitos só são bons peritos em opinar, cobrar ou criticar, poucos operacionalizam em particular, com esmero e eficácia. Encurtar caminhos em detrimento da arte e da qualidade dos serviços e produtos manufaturados, esta é a tônica do momento.
Observa-se ainda que, até na vocação natural de muitos dos dons e dádivas divinas são postas em 2º plano, na busca errante de acumular eventuais riquezas servidas, aos inoportunos vícios e às vezes até ilícitas e sórdidas graças materiais, questionáveis nas suas formas de conquistas, esquecem os homens de vez que o Supremo Criador e Arquiteto universal, é quem está por traz de todas as bênçãos. Ao clamor da justiça, diante de tantas intempéries, violações e o terrorismo existente, se faz por demais necessário que, cada um de nós se reexamine, retomando ao caminho reto da legítima consciência, da verdade, com senso crítico a não ultrapassar seus limites de direito, se delimitando dentro dos seus extremos éticos e morais, a não agredir ao próximo ou à própria natureza. A nos apropriarmos da ousada inteligência, cada hora temos que melhor separar o joio do trigo, opinando de vez pelas coisas do bem. Dentro do mesmo diapasão, haveremos de nos policiar melhor a não fomentar decisões precipitadas, arrogantes, passíveis de comprometimentos à honradez.
Bom que nos inclinemos de vez aos preceitos da santa remissão da amabilidade, humildade, serenidade, lealdade e respeito, sabendo perdoar mesmo aos que lhes possam odiar. O pão haverá de ser sempre dividido, para que haja expressa comunhão, pois é dando que se recebe, já propalava o benevolente São Francisco das Chagas.
Entre tantas outras singelas coisas que nos convém fazermos duros esforços em reaprender, estão no cumprimento de nossos papéis e obrigações primordiais, em relação à família, ao Sumo Criador, à sociedade e ao meio ambiente, que escolhemos para viver. Urde-se que até o pequenino beija-flor e abelhas efetivam suas tarefas sustentáveis à contento, não havendo assim porque nós que somos dotados sermos omissos, não é à toa que a etiqueta social prega que, devemos ser deverasmente responsáveis pelo que cativamos, portanto, fujamos da soberba, porque ela petrifica os corações.
Em suma observar cuidadosamente as coisas ínfimas é no mínimo razoavelmente uma minuciosa leitura de todo contexto secular, pois jamais podemos esquecer que somos produtos do meio a realimentar o mesmo meio, assim devemos dar gratuitamente nosso afeto, amor fraterno e contribuições compartilhadas aos que nos são caros. A Escritura Sagrada nos revelou que o apóstolo Paulo, em meio a tantas turbulências nas suas peregrinações, em nome do Evangelho, alcançou forças e determinação para pedir coberturas, pousada e suprimento ao seu companheiro, amado Filemon, para o parceiro comum ex-prisioneiro Onésimo, num gesto honrado, digno e pujante de quem abre mão das coisas materiais, para valorizar ao próximo. Quem sabe, oxalá, não for isto que está nos faltando hoje, são atos de benevolência, caridade, solidariedade e amor puro. Previnam-se no entanto os grandes, porque os pequeninos sempre foram as meninas dos olhos do Criador, os grão de mostarda, peixinhos, as Crianças, os invertebrados, as aves e as mansas ovelhas, são suas verdadeiras doçuras do Reino. Eles estão sempre entre os referenciados e escolhidos.
Por fim, embora nos tenha restado muito pouco de exatidão nas profecias de nossos ancestrais, quanto aos finais de tempos, se quer nas linhas de Nostradamus. Mas pelo andar da devastação a natureza, acreditamos que está na hora de repensarmos o que prenunciou o sábio alemão Albert Einstein, quando disse “que com a erradicação das abelhas no planeta terra, a humanidade estará também fatalmente dizimada”, incontinente “Se tudo possamos naquele que nos fortalece”, vamos orar e fazermos reflexões profundas, porque, acredite, aqui na República Tupiniquin, num sobrevoou razante de um enxame de zangões, ultrajados de corruptos políticos, comandado por uma radiante abelha rainha, mortificaram em breve tempo uma infinidade de pessoas de boa fé, algumas foram picadas em seus próprios tetos, outras ferroadas mortais na dignidade, feridos pelo desemprego, inflação galopante, ajustes fiscais, frutos escabrosos da gritante roubalheira do néctar familiar.
Amai-vos uns aos outros... na fé inabalável. Nada mais gratificante que isto, respeitando as disparidades e minimizando as divergências, no afã de ter dias melhores para nossos filhos e netos. Desenvolver rotineiramente o elixir da boa vida, com incessante prática da difícil arte de fazer o bem sem olhar à quem! Eis a fórmula.


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